Localização

A ilha está situada a 28º 20" de longitude Oeste e 38º 30" de latitude Norte. Desenvolvendo-se em torno do vulcão que lhe dá o nome, e que tem 2351 metros de altitude, o Pico tem uma forma oblonga, com 42 km de comprimento e 15,2 de largura, e uma superfície total de 447 km2. Um planalto com cones vulcânicos secundários termina junto ao mar em altas falésias, enquanto a área mais baixa, a oeste, tem declives moderados.
A ilha do Pico faz parte do Triângulo dos Açores, juntamenta com a ilha do Faial e ilha de São Jorge. Existem todos os dias viagens marítimas entre as três ilhas. Portanto, pode fazer do Baco's a sede para as suas férias nos Açores.

Ilha do Pico

A ilha está situada a 28º 20" de longitude Oeste e 38º 30" de latitude Norte.

Desenvolvendo-se em torno do vulcão que lhe dá o nome, e que tem 2351 metros de altitude, o Pico tem uma forma oblonga, com 42 km de comprimento e 15,2 de largura, e uma superfície total de 447 km2. Um planalto com cones vulcânicos secundários termina junto ao mar em altas falésias, enquanto a área mais baixa, a oeste, tem declives moderados.

O Lajido –  Cultura da Vinha

Zona da Cultura da Vinha da Ilha do Pico (Zona Norte) cuja existência se deve à Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, localiza-se da freguesia de Santa Luzia, Concelho de São Roque do Pico, Arquipélago dos Açores.

Esta importante zona de cultura tradicional da vinha da ilha do Pico dá forma a um local de paisagem protegida constituindo-se numa vasta área paisagística situada ao longo de várias núcleos populacionais, como é o caso das povoações do Lajido, dos Arcos, do Cabrito e de Santana.

A cobertura do solo é profundamente marcada pela pedra basáltica queimada de cor preta trabalhada numa extensa malha de muros de pedra em forma de currais destinados a dar protecção às vinhas.

Estes currais adquirem várias formas pela sua adequação ao substrato rochoso, sendo no entanto na sua grande maioria uma forma rectangular ou quadrangular, com aqui ali alguma forma semicirculares, onde predominantemente se procede à cultura da figueira.

Todo este espaço é atravessado por caminhos geralmente cobertos de bagacinas vermelhas ou então na mesma pedra dos muros, onde surgem pequenos núcleos de edifícios construídos junto à orla marítima. Estas construções, geralmente pequenas, tem a sua origem na necessidade de produção, armazenamento e escoamento do vinho e da aguardente.

Dentro dessas construções encontram-se adegas, casa de alambiques, habitações sazonais, casas solarengas, poços de maré, portos, rampas de varadouro e ermidas de diferentes evocações, conforme a orientação religiosa das populações residentes.

Nestes locais e durante muitos séculos produziu-se um dos mais famosos vinhos Verdelhos dos Açores, vinho esse que foi exportado para a Europa continental, chegando a encontrar-se à mesa dos czares da Rússia.

Este vinho tem o segredo da sua qualidade nas lavas negras, onde a pedra de cor preta e praticamente ausentes de terra eram fortemente aquecidas pelo sol, dando assim origem a este vinho licoroso elevando-lhe o teor alcoólico.

A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico é um sítio classificado pela UNESCO desde 2004, compreendendo uma área de 987 hectares na Ilha do Pico, a segunda maior do arquipélago dos Açores.

A zona classificada inclui um notável padrão de muros lineares paralelos e perpendiculares à linha de costa rochosa, onde as vinhas são cultivadas em chão de lava negra.

Os muros foram construídos para protecção dos milhares de pequenos e contíguos lotes rectangulares (designados currais oucurraletas) da resalga proveniente da água do mar e do vento marítimo mas deixando entrar o sol necessário à maturação das uvas.

A diversidade da fauna e da flora aqui presentes estão directamente associados com uma rica presença de espécies endémicas das florestas da Laurissilva características da Macaronésia, algumas muito raras e protegidas por lei, como é o caso da Myrica Fava, frequentemente utilizada para fazer abrigos.

Registos desta vinicultura, cujas origens datam do século XV, manifestam-se na extraordinária colecção existente em casas particulares, solares do início do século XIX, adegas, igrejas e portos.

A belíssima paisagem construída pelo homem neste local é remanescente de uma prática antiga, muito mais vasta na região açoriana. A sua cultura foi apurada, ao longo dos séculos, com o auxílio dos frades Franciscanos, Dominicanos e, mais tarde, Jesuitas, nos séculos XVII e XVIII.